Artigo do leitor: “A mulher que ficou quando ninguém via”
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Neste artigo, o colaborador do Blog Rivelino Liberalino toca numa questão que incomoda muitas mulheres: o fato de ser descartada por seu parceiro de uma vida.
Confiram:
Há algo que aprendi ao longo de trinta anos atuando como advogado e confesso: é exatamente por isso que hoje me recuso a advogar em divórcios.
Não por falta de trabalho.
Mas por excesso de dor.
Quem milita nessa área não lida com papéis.
Lida com vidas partidas.
E há um padrão que se repete, silencioso, constrangedor e cruel.
O homem começa sem nada.
Nome que não pesa.
Conta que não fecha.
Sonhos que mal cabem na gaveta.
Ao lado dele, quase sempre, está uma mulher que ninguém enxerga.
Ela trabalha.
Ela segura a casa.
Ela divide a escassez.
Ela come o pão que o diabo amassou, sem glamour, sem aplauso, sem holofote.
Ela envelhece junto com a luta.
E então o tempo passa.
O negócio cresce.
O dinheiro aparece.
O nome começa a circular.
O sucesso chega.
É nesse ponto que muitos homens se perdem.
Encantam-se com a novidade.
Com a juventude que não atravessou a fome.
Com o sorriso que não conheceu o medo.
Com a companhia que não viu as noites em claro, as contas atrasadas, os dias de humilhação.
E fazem o imperdoável: descartam quem construiu para se exibir com quem só chegou para usufruir.
A mulher que ficou passa a ser tratada como passado.
Como algo que envelheceu.
Como se a menopausa fosse um defeito quando, na verdade, é o selo de quem atravessou a vida inteira ao seu lado.
Isso não é amor.
É covardia com verniz de sucesso.
A verdade que poucos dizem é esta:
o homem pode até trocar de mulher,
mas nunca substitui a história.
A nova companhia gosta do resultado,
mas despreza a origem.
Gasta o que não construiu.
Questiona a disciplina que não aprendeu.
Não entende os valores porque nunca precisou deles para sobreviver.
E o homem, iludido, chama isso de recomeço.
Quando, na maioria das vezes, é queda.
Porque, no fim, e o tempo sempre cobra, os filhos seguem seus caminhos, os aplausos cessam, o dinheiro perde o brilho e sobra apenas uma pergunta:
Quem ficou quando ninguém via?
A única família que você terá para sempre é a mulher que escolheu caminhar com você quando não havia nada a oferecer além de caráter, esperança e esforço.
Não é o status que sustenta a velhice.
Não é o dinheiro que aquece a solidão.
Não é a aparência que consola quando o silêncio chega.
É a amizade.
É a conexão.
É o amor cultivado todos os dias — especialmente nos dias difíceis.
Este texto é para as mulheres que foram esquecidas, diminuídas, trocadas como se fossem descartáveis.
Vocês não falharam.
Vocês construíram.
E é, sobretudo, um chamado aos homens:
antes de se encantar com a vitrine,
lembre-se de quem carregou o alicerce.
Porque sucesso nenhum justifica a traição à própria história.
E nenhum homem cresce de verdade quando pisa em quem o ajudou a ficar de pé.
No fim do caminho, quando tudo silenciar,
a pergunta não será quem você impressionou,
mas quem você honrou.
E essa resposta, meu amigo, não aceita maquiagem.
Rivelino Liberalino
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